34 Vampires

Nome: 34 Vampires
País: EUA – Los Angeles – California
Estilo: Gothic Rock – Deathrock
Influencias:
Atividade: 1991

Formação:

Sem informações

Datação Biográfica

1991 – 34 Vampires é uma banda da cena Californiana pouco conhecida, que gravou uma demo e uma única cassete com o mesmo nome em 1991 pelo celo Nosferatu Productions.
1992 – Estiveram na terceira edição de um compilação chamada Nosferatunes com a música “Mr. Helter Skelter”
2006 -A banda foi “redescoberta” numa compilação da Kaliffornian Deathrock em 2006.

A sonoridade das músicas são bem peculiares, com uma atmosfera que me faz ter a sensação de estar em algum filme expressionista alemão, adentrando criptas em um clima de tensão constante de que algo vai acontecer. Além de misturar elementos de darkwave, gothicrock e deathrock.
Até hoje não há informações sobre os membros da banda, mas não podemos deixar que suas músicas sejam esquecida.

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Álbums:

[1991] Demo

01 – 34 vampires
02 – from underground
03 – mr. helter skelter
04 – blood in the mix
05 – red ants

[1991] Cass – 34 Vampires

01 – 34 Vampires
02 – 34 vampires – from underground
03 – 34 Vampires – In This Church We Can t Remain
04 – 34 Vampires – Blood in the Mix
06 – 34 Vampires – Crypt Creeper
08 – 34 Vampires – Savior Lost

Varsóvia

Nome: Varsóvia
País: Brasil
Estilo: Pos Punk
Influencias:
Atividade: 1985 – Atual

Formação:

Vocal: Fábio Gasparini
Guitarra: David Fernandez
Baixo: Tiemi Santiago  
Bateria: Dario Brait
Teclado: Hamilton Doná

Datação Biográfica

A banda nasceu em 1985 e lançou seu primeiro álbum autointitulado “Varsóvia” em 1987, em 1997 foi lançado o CD Varsóvia(1985 a 1989) com gravações ao vivo e algumas gravações que estavam guardadas ainda provenientes da primeira fase da banda.
Desde a volta da banda VARSÓVIA para um show no SESC, em maio de 2015, o grupo concentra-se em criar novas composições marcadas, principalmente, por melodias que trazem características próprias e densas, que determinam a singularidade de seu estilo. “Muros Altos-Volume I”, álbum lançado em 2018, é a síntese dessa nova fase e consolida uma nova formação e etapa da banda.

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[1987] Varsóvia

A1 Para Todo O Sempre 3:45
A2 Após As Luzes 2:35
A3 Razões 3:07
A4 Noites 3:17
A5 Nosso Fim 2:53
B1 Continuar 2:59
B2 Ian 5:23
B3 Iguais 2:57
B4 Viagens 2:59
B5 No Front 3:09

[1985-1989][Comp] Varsóvia

1 Viagens
2 Dias De Dúvida
3 Sonho
4 Claridade e Luz
5 A Onda
6 Uma Nova Fase
7 Noites
8 No Front
9 Após As Luzes
10 Razões
11 Continuar
12 Para Todo O Sempre
13 Viagens
14 Ian
15 Warsaw
16 Para Todo O Sempre
17 Nosso Fim
18 Ian
19 Continuar
20 Iguais

[2018] Muros Altos Vol. 1

1 Casualidade 2:52
2 Lama E Ferro 3:24
3 Listas 3:33
4 Corpo De Prova 3:37
5 Planícies 3:20
6 Em Lugar Nenhum 4:27

†13th MOON†

Nome: †13th MOON†
País: Japão – Tóquio
Estilo: New Deathrock – Positive Punk
Influencias: Phaidia
Atividade: 2008 -2012

Formação:

Vocal: nAo12xu
Guitarra: Amuck-A  
Sick-O-9
Baixo: yoU-Taro  
Bateria: MC “Boneless” Hammer 
Teclado: EyescreaM

Datação Biográfica

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Álbums:

[2008] Dance To The Death 

1 The Night
2 Countdown To Suicide
3 13th Moon
4 Re-dr-uM
5 Grave Dance

[2011] Witch Hunt

1 Witch Hunt
2 Juz Blisko (Siekiera)
3 Dead End Love (Phaidia)
4 Grave Dance (Spooky Guitar Version)
5 Vanished From My Pocket
6 Under The Mask

The Decadent

Nome: The Decadent
País: EUA
Estilo: Deathrock – Gothic Punk
Influencias:
Atividade: 1982

Formação:

Vocal: Jill E
Guitarra: Peter A 
Baixo: Jill E  
Bateria: Steven D

Banda pré Super Heroines

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Álbums:

[1982][EP] Self Atmosphere

A Self Atmosphere
B Opposition Proposition

Voodoo Church

Nome: Voodoo Church
País: EUA– Los Angeles
Estilo: Gothic Rock – Dark Wave
Influencias:
Atividade: 1982 – 2002/2010

Formação:

Vocal: Tina Winter
Guitarra: Bob Reimer –  Shadow
Baixo: Jeff Porter  
Bateria: Chris
Teclado: Mark Abre (ex)

A banda Voodoo Church nasceu em Los Angeles nos primórdios da década de 80, porém o primeiro álbum completo veio à tona apenas em 2004. Isso de certa forma teve uma influência positiva em sua música. Trata-se de um tradicional Deathrock com a maturidade da música contemporânea, o que torna sua sonoridade em algo único, como o vinho que passara duas décadas na adega para chegar à excelência.

Em 1981, foi lançado o lendário EP que levou o mesmo nome da banda, e se tornou uma relíquia altamente procurada pelos fãs de Deathrock em todo o mundo. A formação da banda se deu quando Tina Winter deixou sua bateria de lado para tocar baixo e cantar com alguns amigos, que mais tarde se tornaram membros. Após algumas mudanças no line up, Tina foi capaz de criar sua própria sonoridade e a banda rapidamente entrou em estúdio para gravar o EP de 4 faixas, em paralelo aos diversos shows que a banda apresentava.

Após um longo hiato, Tina decidiu que era hora de trazer a banda de volta e foi em busca de novos membros. Foi então que em 2002, Voodoo Church quebrou o silêncio de mais de 20 anos em um admirável show. Em 2004, o tão esperado álbum completo foi finalmente lançado.

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Álbums:

[1982][EP] Voo-Doo Church

A1 Eyes-Second Death
A2 Steeple Walls
B1 Live With The Dead
B2 Rest In Peace

[2004] Unholy Burial‎

1 Unholy 1:54
2 Who’s Fault 3:56
3 New Death 3:44
4 Ragged Souls 2:34
5 Drums & Voodoo 4:51
6 Zombie A Go-Go 2:32
Face Down
7 Corpse 2:47
8 Eternal Waltz 1:42
9 This Life This Death 2:59
10 May I 0:53
11 The Figurehead
Written-By – Robert Smith
5:50
12 Burial 1:53

[2009]Voo-Doo Church

1 Crumble 3:58
2 Darker My Love 4:07
3 Burning Obsession 3:40
4 Everywhere 1:39
5 Death’s Messengers 2:17
6 Glass Pyramid 3:55
7 Entity 0:36
8 Delicious Suicide 3:21
9 Veils Of Masquerade 4:07
10 Flesh 3:55
11 Unhappily Ever After 1:19
12 Lullaby Curses 3:30
13 Idleness And Industry 3:13
14 Once Upon… 3:30
15 Eminenza 1:34
16 Untitled

Christian Death

[1982][Rozz] Only Theatre Of Pain

A1 Cavity – First Communion
A2 Figurative Theatre
A3 Burnt Offerings
A4 Mysterium Iniquitatis
A5 Dream For Mother
A6 Stairs – Uncertain Journey
A7 Spiritual Cramp
A8 Resurrection – Sixth Communion
B1 Romeo’s Distress
B2 Prayer
B3 Deathwish
B4 Romeo’s Distress
B5 Dogs
B6 Desperate Hell
B7 Spiritual Cramp
B8 Cavity

[1984][Rozz] Catastrophe Ballet

Awake At The Wall
Sleepwalk
The Drowning
The Blue Hour
Evening Falls
Androgynous Noise Hand Permeates
Electra Descending
Cervix Couch
The Glass House
The Fleeing Somnambulist

[1985][Rozz] Ashes

Ashes Part I Et II
When I Was Bed
Lament (Over The Shadows)
Face
The Luxury Of Tears
Of The Wound

[1985][Valor] The Wind Kissed Pictures

Believers Of The Unpure 8:32
Ouverture 3:32
The Wind Kissed Pictures 7:06
The Lake Of Fire 2:39
Lacrima Christi 4:58

[1986][Valor] Atrocities

Will-O-The-Wisp 3:15
Tales Of Innocence 6:23
Strapping Me Down 2:36
The Danzig Waltz 3:31
Chimére De-Si De-Lá 4:41
Silent Thunder 6:32
Strange Fortune 3:52
Ventriloquist 4:31
Gloomy Sunday 3:01
The Death Of Josef 4:28

[1987][Valor] The Scriptures

Prelude 1:57
Song Of Songs 5:15
Vanity 2:55
Four Horsemen 4:48
1983 9:58
Omega Dawn 3:19
A Ringing In Their Ears 1:37
Golden Age 3:29
Alpha Sunset 2:01
Spilt Blood 0:58
Raw War 6:32
Reflections

[1987][Valor] Sex And Drugs And Jesus Christ

This Is Heresy 4:21
Jesus Where’s The Sugar 3:13
Wretched Mankind 4:24
Tragedy 4:09
The Third Antichrist 10:20
Erection 5:22
Ten Thousand Hundred Times 4:42
Incendiary Lover 3:01
Window Pain 9:14

[1989][Valor] All The Love All The Hate 1

Live Love Together
We Fall Like Love
Love Don’t Let Me Down
Suivre La Trace De Quelqu’un
Love Is Like A (B)itchin’ In My Heart
I’m Using You (For Love)
Deviate Love
Angel
Woman To Mother Earth

[1989][Valor] All The Love All The Hate 2

Born In A Womb, Died In A Tomb
Baptised In Fire
I Hate You
Children Of The Volley
Kneel Down
Climate Of Violence
Part One: The Relinquishment
Part Two: The Satanic Verses (Rushdie’s Lament)
Part Three: A Malice Of Prejudice
The Final Solution
Nazi Killer
Man To Father Fire

[1989][Valor] All The Love All The Hate 2

Born In A Womb, Died In A Tomb
Baptised In Fire
I Hate You
Children Of The Volley
Kneel Down
Climate Of Violence
Part One: The Relinquishment
Part Two: The Satanic Verses (Rushdie’s Lament)
Part Three: A Malice Of Prejudice
The Final Solution
Nazi Killer
Man To Father Fire

[1992][Rozz] The Iron Mask

Spiritual Cramp 2:13
Sleepwalk 5:00
Skeleton Kiss 2:40
Figurative Theatre 2:40
Desperate Hell 3:39
Death Wish 2:05
Luxury Of Tears 5:42
Cervix Couch 5:21
Skeleton Kiss (Death Mix) 2:40
Down In The Park (Live)

Paralisis Permanente

Nome: Paralisis Permanente
País: Espanha – Madri
Estilo: Pós Punk
Influencias:
Atividade: 1981-1983

Formação:

Vocal: Eduardo Benavente
Ana Curra
Javier Benavente (Ex)
Guitarra: Eduardo Benavente
Jaime Urrutia (Ex) 
Baixo: Rafa Balmaseda
Ignacio (Nacho) Canut (Ex)  
Bateria: Toti Arbolés
Johnny Canut (Ex)
Teclado: Ana Curra

Datação Biográfica

A banda foi formada originalmente por Eduardo Benavente (guitarras) e Nacho Canut (baixo), ambos anteriormente do Alasca e los Pegamoides , junto com seus irmãos Javier Benavente (vocais) e Johnny Canut (bateria) por volta de 1981. Essa formação gravou um EP, depois incluído em sua compilação de 1995, Singles y Primeras Grabaciones .
Depois que Javier deixou a banda, Eduardo Benavente também se tornou o vocalista. Seu som ficou mais sombrio, partindo do som pop original do Pegamoides e se aproximando da onda de bandas como Gabinete Caligari.

Em novembro de 1981, eles gravaram seu primeiro EP, que foi editado com a empresa Tic-Tac de Navarra em janeiro de 1982. O EP foi dividido com Gabinete Caligari e incluiu as faixas “Autosuficiencia” e “Tengo un pasajero”. Um videoclipe para “Autosuficiencia” também foi lançado. Mais tarde, a divisão foi relançada pela gravadora DRO , e também por Tres Cipreses, com uma nova arte de capa com dois personagens do filme Freaks . O segundo EP da banda, Quero Ser Santa , apresentou quatro faixas e foi lançado no início de 1982, também no Tres Cipreses. Entre as faixas estavam “Quiero ser Santa” e “Un día en Texas”, baseado no filme O Massacre da Serra Elétrica .

Logo após seu segundo EP, Nacho Canut deixou a banda e se juntou ao Dinarama junto com Alaska . Rafa Balmaseda, ex-Glutamato Ye-Yé e Derribos Arias, juntou-se ao baixo. Ana Curra, ex Pegamoide, juntou-se aos teclados.

Em julho de 1982, eles gravaram as faixas do seu primeiro LP El Acto , no qual exploraram um estilo mais sombrio de punk do que em seus lançamentos anteriores, marcando o início do movimento pós-punk na Espanha. O álbum apresentava capas em espanhol para “Heroes” ( Héroes ), de David Bowie , e ” Eu quero ser seu cachorro “, de The Stooges ( Quiero ser tu Perro ). Apesar do lançamento independente do álbum, a banda alcançou sucesso no Spanish Music Charts.

Seu último single, Nacidos para Dominar , foi lançado em 1983. Mais tarde naquele ano, Eduardo, Ana e o então baterista Toti sofreram um acidente de carro ao dirigirem para um festival em Zaragoza . Benavente foi morto neste acidente e a banda chegou ao fim.

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Álbums:

[1982] El Acto

Adictos De La Lujuria
Vamos A Jugar
Te Gustará
Heroes
Tengo Un Precio
Jugando A Las Cartas
El Acto
Esto No Es
Quiero Ser Tu Perro
Bacanal
Todo El Mundo
Tengo Un Pasajero
Esa Extraña Sonrisa

Eps:

[1982] Paralisis Permanente / Gabinete Caligari

– Paralisis Permanente Autosuficiencia
–Paralisis Permanente Tengo Un Pasajero
–Gabinete Caligari Golpes
–Gabinete Caligari Sombras Negras

[1982] Quiero ser Santa

– Unidos
Yo No
Quiero Ser Santa
Un Día En Texas

[1983] Nacidos Para Dominar / Sangre

Nacidos Para Dominar
Sangre

T.S.O.L

Nome: T.S.O.L (True Sounds Of Liberty)
País: EUA – Califórnia –  Long Beach
Estilo: Hardcore Punk
Influencias:
Atividade: 1979 – atualmente

Formação:

Vocal: Jack Grisham ( 1979-84, 1991, 1999-atual)
Joe Wood ( 1984-91)
Guitarra: Ron Emory (1979-90, 1991, 1999-atual)
David Bianco (2003)
Baixo: Mike Roche (1979-90, 1991, 1999-atual)
Jay Bentley (bass, 1983)
Bateria: Todd Barnes (1979-84, 1991)
Mitch Dean (1984-91)
Jay O’Brien (2001)
Billy Blaze (2003)
Travis Johnson (2004-present)
Teclado: Greg Kuehn (1982-84, 2003)

Datação Biográfica

T.S.O.L. (abreviação de True Sounds of Liberty), é uma banda de hardcore punk dos Estados Unidos, formada em 1978 na cidade de Long Beach, Califórnia. Influenciou várias bandas de diversos estilos, incluindo o Guns n’ Roses. Nos primeiros shows, o baterista Steven Adler ostentava uma camiseta preta com as iniciais T.S.O.L
O T.S.O.L. foi formado por membros das bandas Johnny Koathanger and the Abortions e SS Cult. Com Jack Grisham (também creditado como Jack Greggors, Alex Morgan, Jack Ladoga, Jim Woo e James DeLauge) nos vocais, Ron Emory na guitarra, Mike Roche no baixo e o baterista Todd Barnes, a banda fez seu primeiro lançamento em 1979, um EP homônimo severamente politizado contendo 5 músicas.

Em 1980, gravaram o disco Dance With Me, algum tempo depois assinaram um contrato com a gravadora de Jello Biafra, Alternative Tentacles, pela qual lançaram o EP Weathered Statues e o disco Beneath the Shadows, que apresentava pela primeira vez o tecladista Greg Kuehn.

Por conflitos pessoais, Jack Grisham e Todd Barnes saíram da banda e foram substituídos respectivamente por Joe Wood (cunhado de Grisham) e Mitch Dean. Essa nova formação lançou o álbum Change Today? em 1984 pela Enigma Records, seguindo a direção pós-punk terminando essa era com o disco Revenge de 1986, que possuía uma direção mais polida mas mantinha algumas faixas na linha hardcore.

Os membros da banda ficaram amigos do Guns n’ roses e gravaram o disco Hit and Run com um estilo semelhante.

O guitarrista Ron Emory saiu da banda em 1988, na pré-produção do futuro disco, deixando Mike Roche como único membro da formação original. Foi brevemente substituído pelo guitarrista Scotty Phillips, que não chegou a participar das gravações que precederam Hit and Run. Em seguida o guitarrista Marshall Rohner também conhecido por seu trabalho como ator foi contratado pela banda.

Em 1990 a banda gravou um disco de blues-metal intitulado Strange Love. Mike Roche saiu da banda logo após o lançamento do disco, ficando dessa maneira nenhum membro original. A coletânea Hell and Back Together 1984–1990 foi lançada em 1992 com ênfase na época de influência metal. Murphy Karges (Sugar Ray), por um breve período substituiu Mike Roche, assim como Josh Also.

Essa formação dos anos 1980 ficou popular o bastante para fazer uma turnê sul americana passando pelo Brasil e Argentina, onde Grisham não tinha direitos legais para impedir Joe Wood de agendar shows como T.S.O.L. A partir de 1996, Wood se juntou ao baixista Dave Mello, guitarristas (incluindo Mike Martt e Drac Conley) e bateristas (Steve “Sully” O’Sullivan e Mitch Dean) e continuou se apresentando como T.S.O.L. Também produziu material com as bandas Joe Wood and the Lonely Ones e Cisco Poison.

Enquanto Joe Wood juntava amigos para se apresentar como T.S.O.L. os membros originais voltaram a tocar o material antigo da banda também usando o nome T.S.O.L. Chegaram a tocar nas mesmas cidades e nas mesmas noites como “o outro T.S.O.L.”, os membros originais foram processados, durante essa época lançaram um disco sob o nome “Grisham, Roche, Emory and Barnes” mas breve se separaram por problemas com drogas. Também fizeram alguns shows como LOST (T.S.O.L. inverso).

Em 1999, os membros originais da banda foram à justiça contra Joe Wood e ganharam. Participaram da Vans Warped Tour tocando pela primeira vez em vários anos com o nome T.S.O.L.

Todd Barnes faleceu em 6 de dezembro de 1999 aos 34 anos vítima de um aneurisma no cérebro. A banda então recrutou o baterista Jay O’Brien e lançou o single Anticop seguido pelos álbuns Disappear e Divided We Stand pela Nitro Records, tendo esse último contado com o retorno do tecladista Greg Kuehn. Em setembro de 2007 a gravadora Cider City Records lançou o álbum ao vivo Live From Long Beach, gravado em novembro de 2006 no fim de semana de “despedidas” da banda.

Essa renúncia durou pouco, no final de 2007 a banda se juntou para alguns shows, tendo ainda participado do festival beneficente “Fuck the Whales, Save a Chckn” em fevereiro 2008, feito para ajudar o guitarrista Craig “Chckn” Jewett (D.I.) a pagar seu tratamento de câncer.

Em dezembro de 2008 com a cooperação da Hurley International a banda se juntou para gravar o disco Life, Liberty & the Pursuit of Free Downloads, que como o título sugere, foi disponibilizado para download gratuito no site da Hurley em janeiro de 2009.[2]

Em junho de 2013 a banda com a formação original fez sua primeira turnê pela América do Sul se apresentando inclusive no Brasil

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Álbums:

[1981] Dance With Me

Sounds Of Laughter
Code Blue
The Triangle
80 Times
I’m Tired Of Life
Love Story
Silent Scream
Funeral March
Die For Me
Peace Thru Power
Dance With Me

[1982] Beneath The Shadows

A1 Soft Focus 3:31
A2 Forever Old 2:50
A3 She’ll Be Saying 2:44
A4 Beneath The Shadows 3:49
A5 Send My Thoughts 2:45
B1 Glass Streets 4:37
B2 Other Side 2:51
B3 Walk Alone 3:47
B4 Wash Away 3:40
B5 Waiting For You 2:46

[1984] Change Today?

A1 Blackmagic
A2 Just Like Me
A3 In Time
A4 Red Shadows
A5 Flowers By The Door
B1 American Zone
B2 It’s Gray
B3 John
B4 Nice Guys
B5 How Do

[1986] Revenge

No Time 2:39
Nothin’ For You 2:31
Memories 3:10
Colors (Take Me Away) 4:13
Madhouse 3:55
Revenge 3:08
Change Today 2:18
Still The Same 3:49
Your Eyes 3:47
Everybody’s A Cop 2:36

[1987] Hit And Run

It’s Too Late 3:26
Road Of Gold 3:17
The Name Is Love 3:10
Dreamer 3:51
Good Mornin’ Blues 4:24
Hit And Run 3:03
Not Alone Anymore 4:06
Sixteen 3:59
Stay With Me 3:27
Where Did I Go Wrong 4:52
You Can Try 3:03

[1990] Strange Love

Hell On Earth 4:50
Strange Love 3:22
In The Wind 4:40
Angel 4:45
White Lightening 4:03
One Shot Away 4:55
Blow By Blow 3:29
Candy 5:16
Let Me Go 5:00
(Stop Me) At The Edge 4:40
Good Goodbye 4:03

[2001] Disappear

Motivate
Sodomy
Crybaby
Anticop
Terrible People
Pyro
In My Head
Renounce
Socialite
Wasted
Automatic
Paranoid
Disappear

[2003] Divided We Stand

Sedatives 2:25
Serious 2:11
Fuck You Tough Guy 2:54
See You Tomorrow 3:15
American 2:56
Loaded 3:37
Sex Not Violence 2:44
Again 2:17
Electric 2:34
Undressed 3:01
Being In Love 2:27
Happy 2:15
Shine 3:03

[2009] Life, Liberty And The Pursuit Of Free Downloads

Come Into My Nightmare
She’s Got A Bomb
Modern Girl
The Pain We Go Through
We’re Together
Go To Bed Sleepy
Love That Mess
Wait For Me
What Stephanie Wants
Someone Like You

[2017] The Trigger Complex

Give Me More
Sometimes
Strange World
Satellites
The Right Side
Why Can’t We Do It Again
I Wanted To See You
Wild Life
Nothing Ever Lasts
Going Steady
You’re Still The Same
Don’t You Want Me
Bats

The Southern Death Cult

Nome: The Southern Death Cult
País: Bradford -Yorkshire – Inglaterra
Estilo: Pós Punk – Gothic Rock – Positive Punk
Influencias:
Atividade: 1982 – 1983

Formação:

Vocal: Ian Astbury – Mick Brady – Gary O’Connell
Guitarra: Mick Isles – Justin Sullivan ( New Model Army )
Baixo: Barry Jepson
Bateria: Aky

Datação Biográfica

Mesmo com uma vida curta, o Southern Death Cult causou frenesi na cena alternativa inglesa do início da década 80 que estava à procura de um novo Sex Pistols. A imprensa musical até hoje o considera como uma das bandas mais originais e influentes da chamada safra positive punk, onde se tentava agrupar nomes como Under Two Flag, Theatre of Hate, UK Decay, Brigandage etc.

Sua originalidade, porém foi contestada muitas vezes pelo seu ex-vocalista, Ian Lindsey (Ian Astbury) Em uma entrevista dada em 1992, ele fez questão de desmistificar a banda mais uma vez: “Southern Death Cult uma banda original? É porque não dávamos conta de nada. Só passávamos por um grupo experimental porque não entendíamos o que fazíamos”. Essas declarações não surpreendem os seus fãs porque sabem que ele vive entrando em contradição. Em 2006, Astbury disse que amaria gravar o álbum que o Southern Death Cult nunca fez.

O gênese desta banda encontra-se no início de 1979, em Bradford (a oeste de Yorkshire), quando o baterista Aky (Aki Nawaz Querish – você consegue imaginar um punk paquistanês?) e mais dois amigos, Johana e Tim Calvey, decidiram fazer um pouco de barulho. No início chamavam-se Plastic Bucket and the Abortions e, como os demais grupelhos punks, eles usavam umas camisetas bem velhas com o nome da banda escrito a mão para chamar atenção e “compensar” a falta de aptidão com os instrumentos.

Aki não queria mais farra e estava decidido que a banda seguisse um caminho mais sério, e assumiu também o papel de “empresário”. Adotou o nome Violation e a reformou com Barry Jepson (baixo – dono de uns slaps magníficos!), Mick Isles (guitarra) e Mick Brady (vocais). Com esta formação, eles realizaram alguns gigs locais, dividindo o palco ocasionalmente com o New Model Army, até que Mick Brady foi substituído por Gary O’Connell no final de 1980. Com o novo vocalista, os gigs prosseguiram (uns importantes, como a abertura para o The Clash), apresentando sons notáveis em seu set como “Boys in Blue” e “Assault & Battery”. Entre 3 e 4 de janeiro de 1981 eles gravaram uma fita demo no Bradford Community Studio. Algumas músicas gravadas foram “Violation”, “The System” “Hymn 359” e “Fashion” (instrumental aproveitado mais tarde pelo Southern Death Cult em “The Crypt”).

Dias depois dessa sessão, Mick Isles decidiu debandar para dedicar-se sua nova vida de casado. O resultado disso foi que o guitarrista/vocalista do New Model Army Justin Sullivan for a recrutado para tocar guitarra naquele que viria ser o último show dos caras (a banda fez cerca de 20 shows durante uns 18 meses de sua existência) num lugar no norte de Inglaterra chamado Newcastle, Sunderland ou Middlesbrough (ninguém lembra o nome ao certo).

Quando entrevistado em 1991, Justin relembrou desse fato: “Eu disse ‘eu tocarei guitarra para vocês’ porque eu pensei que seria absolutamente simples, o que deve ter sido, mas eu não aprendi direito. Então eu realmente mandei mal em Newcastle (?). Eu toquei como guitarrista para um único show do Violation e na verdade eu mandei mal mesmo”.

Depois da desastrosa apresentação, Gary se mudou para Brighton e banda dissolveu-se. Barry e Aki continuaram ensaiando numa adega da Rua 166. Esse também era o novo lar que Barry estava dividindo com Joolz Denby (artista plástica, poeta, escritora, artista multimídia etc) e Justin Sullivan que haviam convertido esta adega numa espécie de squat/estúdio, revestindo o piso num assoalho falso e as paredes com caixas de ovo.

Por volta de março de 1981, o estudante de artes e guitarrista David “Buzz” Burroughs juntou-se a Barry e Aki. Buzz tinha tocado por alguns anos numa banda chamada God and the Demi-Gods, também de Bradford. Os três ensaiaram um novo material incluindo o esboço da canção “Vivisection”. Esta fase, dentro do estúdio improvisado, durou quase dois meses até que Ian entrasse nessa história.

Embora tenha nascido na Inglaterra (em 14/05/1962, Heswall, Cheshire, Inglaterra), Ian passou a maior parte de sua infância no Canadá, onde, a partir dos 12 anos idade passa ter contato o com a cultura indígena na reserva Six Nations, fato que tornaria um assunto constante em suas composições. Sua mãe, Carol Lindsey, faleceu no dia em que Ian completava seus 17 anos. Muito abalado, ele retorna à Inglaterra junto ao seu pai (Robert Astbury, um homem da marinha mercante inglesa) e seu irmão, Brian Astbury (que por uma época trabalhou como roadie do Cult).

O jovem inglês, depois de cumprir apenas 28 dias de serviço militar, viu através da explosão do punk que podia extravasar toda a energia e frustrações contidas nessas experiências. O movimento lhe trouxe um bom panorama artístico já que, como muitos jovens desempregados que viviam perambulando à toa, uma das formas de matar ou contestar esse ócio e a falta de perspectiva causada pela era Thatcher era formando bandas. E foi o que ele fez em sua passagem por Glasgow (Escócia), Belfast (Irlanda do Norte) e em Liverpool.

A primeira delas se chamava Send No Flowers, a qual fez parte de sua formação seminal, mas não chegou a fazer ao menos um show. A banda ficou na ativa até 1983 e deixou apenas um single chamado “Playing For Time” editado pelo selo Praxis Records – nessa gravação já contavam com Lyn Sangster nos vocais e guitarra, no lugar de Ian. Quando ele mudou-se para Belfast formou o Children of Lust que ensaiou consideravelmente até que Ian resolvesse voltar para a Inglaterra acompanhar a turnê do Poison Girls e Crass pelos quatro cantos do país. Ele já estava habituado com essa vida nômade, uma vez que passou a sua infância viajando e constantemente se mudando devido à profissão de seu pai.

“Eles tinham um estilo de vida comunitário e o seu lema era anarquia, amor e paz. Pareciam como um Velvet Underground mais punk. E depois dos shows, compartilhavam tudo que tinham – comida, roupas, tudo – com a platéia, assim eles podiam ir embora. Foram uma grande influencia para mim”.- Ian sobre o Crass.

Ao fim da excursão, ele estava sem casa e sem rumo, então se mudou para Bradford, onde foi acolhido na mesma moradia onde vivia Joolz e seus futuros companheiros de banda. Ele contou a ela sua historia de vida, e no dia seguinte, Joolz, que se sentiu comovida, disse a ele que poderia permanecer por lá o quanto quisesse.

Joolz convenceu-o que deveria fazer algo há sua vida e sugeriu que cantasse com a banda que ensaiava no porão. Buzz também achou que ele poderia ser um bom vocalista e lhe convidou para ensaiar com eles. Barry e Aky acharam isso terrível, mas Ian gostou da idéia de estar na banda e continuou a se convidar para os ensaios.

Sua entrada daria uma nova roupagem sonora e conceitual à banda – os novos companheiros, ainda meio arredios, lhe deram espaço para expor suas idéias e transmitir seu amor pelos índios de uma forma estranha e lúgubre. Ele batiza a banda de The Southern Death Cult que era o nome pelo qual alguns estudiosos descreviam uma tribo que existiu (entre os séculos XIV e XV) no oeste dos EUA perto do rio Mississippi e foi extinta devido às doenças transmitidas pelos brancos. Mas apesar desse fato, sua religião era baseada na morte, e os relatos de seus rituais necrófilos fizeram-na ser reconhecida como tal. A sugestão foi contestada por Barry e Buzz, mas Ian e Aky acharam que tinha soado legal e estavam decididos a usa-lo, já há meses que ensaiando a banda não tinha até então nenhum nome.

A primeira perfomance ao vivo do Southern Death Cult aconteceu por volta de julho de 1981 no Bradford Royal Standard e fora filmada pela Yorkshire Television para um documentário sobre a cena punk local que naquela época também consistia no New Model Army, Joolz, Wild Willi Beckett, Seething Wells (pseudônimo do poeta punk Steven Wells) e outras bandas como The Shakes e The Elements (futuro Skeletal Family) das cidades satélites próximas.

O que parecia sorte, na realidade aconteceu quase (ou completamente) de propósito. Enquanto ensaiava com a banda Aky ainda se dedicava muito como manager, correndo a atrás de contatos que soubessem que canal de televisão iria realizar essa película. Sua persistência foi bem recompensada e o Southern Death Cult conseguiu uma boa exposição, alcançando a mesma popularidade dos grupos locais que já tinham um pouco mais de tempo de estrada.

O documentário foi feito em dois dias possui além dessa estréia ao vivo do SDC, outras preciosidades com uma entrevista com o New Model Army, Joolz lendo seus poemas no hotel The Old Crown de frente a uma stripper. Infelizmente até hoje não foi exibido oficialmente e nem se sabe se o material ainda existe.

De qualquer forma as portas foram abertas para que a banda realizasse uma maratona de apresentações em vários clubes noturnos e porões alternativos. Seu segundo show aconteceu no Queen’s Hall (Bradford), no dia 29 de outubro de 1981, abrindo para nada menos que Bauhaus. O setlist tocado foi: “The Crow”, “The Girl”, “Apache”, “Vivissection”, (canção desconhecida), “Moya” e “The Crypt”, como consta em um bootleg. A quinta canção intitulada é vezes como “War Song”, mas seu título real é desconhecido, uma vez que nunca fora executava outra vez, nem foi gravada por eles em estúdio (mais informações ao lado).

Com o êxito desse show, eles conseguem uma grande popularidade. Isso era algo fenomenal uma vez que ainda não tinham lançado nada e a divulgação dos shows era feita praticamente no boca a boca. Em uma apresentação no Heaven Club (Londres), chegaram a tocar pra mais de 2.000 pessoas. A maior parte dos seguidores da banda era atraída principalmente pelo carisma e pela performance de Ian, que pintava seu rosto com cores de guerra e executava no palco danças tribais. O som da bateria marcava cada pisada sua e o público ia ao delírio com aplausos que confirmavam a enorme troca de energia que realizava com o “culto sulista da morte”. Suas composições saiam dos amplificadores para mexer com os corações e mentes atentos. Som cru, primitivo, por vezes monótono, consolidava um verdadeiro ritual.

Em 1982 passam a abrir shows do Sex Gang Children, Theatre of Hate, The Clash e Big Country. Em 18 de dezembro lançam pelo selo Situation Two o single “Fatman/Moya” que deixou a banda por vinte e quatro semanas no topo da parada independente na Inglaterra . São capas de diversos magazines semanais como New Music Express, Sound, Melody Maker até mesma atração do programa de TV The Tube tocando “Falce Faces”, “Faith” e “Fatman”.

“O grupo é apenas a extensão de nós, das nossas experiências. Eu, por exemplo, sou apaixonado pela música tribal dos índios da América do Norte; aquilo não data hoje. Mas para o público, aquilo corresponde a uma moda do momento. Não queremos ter limites, e evitar ter um rótulo. É excelente quando compara-nos com cinco grupos ao mesmo tempo. Queremos ser estimulantes, criativos numa atmosfera específica”.- Ian justificando o estilo da banda.

“Nos respeitamos o que o Sex Gang Children e o Danse Society e aqueles outros grupos os quais somos agrupados pelo que estão fazendo, mas não somos parte disso, não sentimos que fazemos é a mesma coisa.”- Barry em uma entrevista para New Musical Express em outubro de 1982.
“O grupo que realmente nos trouxe algo, é o Sex Pistols. Mas não acredito que aos novos grupos querem refazer a mesma coisa. Gosto de Killing Joke e Siouxsie, porque a sua música cai bem na mente e te dá inspiração e força” – completa Aky.

De olho em sua ascensão, as gravadoras RCA e CBS oferecem bons contratos. Caso quisessem lançar um álbum por elas teriam que submeter aquela velha condição de deixar o som mais pop. Buzz, Barry e Aky estavam dispostos a agarrar esses acordos. Ian achava que seus companheiros ainda não tinham grandes habilidades musicais e que não estavam preparados para este sucesso repentino. No dia 26 de fevereiro de 1983, após uma apresentação na Polytechnic em Manchester, ele decidi sair da banda, acabando por impor o seu fim.

Ian abre mão do sobrenome de solteiro da mãe (Lindsay), começa a usar o seu – Astbury – e parte para Londres atrás de novos músicos. O primeiro que encontra nesta busca é o guitarrista Billy Duffy (nome verdadeiro; William Henry Duffy, 12/05/1961, natural de Hulme, Manchester, recém saído do Theatre of Hate) com quem forma em abril de 1983 o Death Cult que deu origem ao The Cult.

O resto da banda se mantém sob o nome Getting The Fear. Depois de algumas audições (incluindo a de Paul Devine, do Siiiii), Paul “Bee” Hampshire (ex-Danse Society, Panache) é aprovado para os vocais e gravam o single “Last Salute”. Do som tribal e gutural do SDC, passam a fazer um dark pop sem grandes projeções. Buzz logo sai e integra rapidamente o Psych TV e Skeletal Family (nesta, como co-produtor e roadie). Aky também abandona o “barco” e em 1991 adota o pseudônimo de Propa-Gandhi, formando então o Fun-Da-Mental, uma banda de “rap-islâmico-ativista” na linha do Asian Dub Foundation que tem seus discos lançados por seu próprio selo: Nation Records. Com os desfalque na formação, Bee e Barry rebatizam o Getting The Fear de In Two A Circle. Depois do single “Rise”, simplificam o nome para Into A Circle, ficando em atividade até meados de 1988 (em algumas gravações, eles contaram a participação de Rose McDowall, do Strawberry Switchblade, que mais tarde trabalharia com Death in June e Current 93).
“O Southern Death Cult acabou porque estávamos trabalhando uns contra os outros. No inicio nós apenas queríamos estar em uma banda e isso era a única coisa a fazer no momento, e nós fizemos. Achávamos que tínhamos habilidade para isso e nunca questionamos realmente. Quando comecei questionar sobre o que era o SDC, eu não gostei do que estava acontecendo e senti que estávamos restringindo uns aos outros. Acho que isso se mostrou nas ultimas gravações, ficaram um lixo” – Ian.

O SDC não deixou nenhum álbum. Havia planos de lançar um que levaria o titulo de “Fatman In The Moya”, mas não foi concluído. Bastaram alguns dias após seu óbito, para que a Beggars Banquet tomasse a decisão de socorrer seus fãs desolados com uma coletânea póstuma contendo músicas de sobras de estúdio, demos, versões alternativas e gravações ao vivo. Este LP chegou ser lançado no Brasil com quatro anos de atraso, licenciado pela RCA em 1987, ano em que sua primeira versão digital saiu no Japão e em seguida na Inglaterra. A edição inglesa trazia como bônus as três músicas da versão 12” do seu único single e mais duas músicas inéditas – “Patriot” e “Flowers in The Forest”. O CD foi remasterizado e reeditado outra vez em 1996.
Em uma review de uma revista daqui, este disco foi classificado como “uma bela paulada, inocente e alucinada” ou seja, um documento essencial.

A primeira composição de Ian dá uma boa síntese da temática do Southern Death Cult. “Moya” descreve de forma dramática o massacre da tribo Sioux na batalha de “Wounded Knee” (região de Dakota) em 1890.
O exercito americano foi ordenado pelo presidente Harrison para agir com máximo rigor com os índios. A maior parte das vítimas era de mulheres e crianças. Muitos corpos ficaram mutilados no chão cobertos pela neve, e acabaram sendo enterrados em vala comum. Esta música é sem dúvida uma das minhas prediletas.

“Moya” (letra: Ian Astbury)
As crianças da nação coca-cola
são drogadas demais para entender
O tempo está se esgotando
Nagasaki suplica
O relógio do juízo final diz que é a hora.
de devolver o que você roubou
Tio Sam encontra o seifeiro
“Wounded Knee” outra vez!
Aniquilação de Kasota Kasota.
De uma nação ………de nossa nação
Da população do mundo
De uma nação indígena
Paha Sapa….Adeus

*As montanhas sagradas, as Black Hills, ou Paha Sapa, como eram chamadas pela nação Sioux eram consideradas o centro do mundo. Era o lugar onde os guerreiros tinham visões e falavam com o Grande Espírito, porém foi profanado quando o homem branco ergueu um monumento em memória de quatro quatro presidentes americanos: Abraham Lincoln, George Washington, Thomas Jefferson e Theodore Roosevelt.

Fatman (letra: Ian Astbury) possui um tema de cunho político típico do contingente anarcopunk de onde emergiu parte das chamadas bandas positive punk. A música é uma critica a ganância do colono americano que devido ao seu processo de expansão territorial, levou à extinção muitas sociedades indígenas, porém seu nome também faz alusão a bomba atômica lançada sobre Nagasaki, pelos Estados Unidos da América, no dias 9 de agosto de 1945.

O homem gordo não pode ver
O que está acontecendo
Porque ele não é eu
O homem gordo toma
O que não é dele
Ele enfraquece você e eu
Prazer da sua vida
Dinheiro …. vida
Teu dinheiro é a vida dele
O homem gordo um homem infeliz
E todos amigos dele
São homens gordos também

Download da Discografia

Eps:

[1982][EP] Moya / fatman

A Moya
AA Fatman

Compilação:

[1983] Southern Death Cult

A1 All Glory 4:34
A2 Fatman 3:48
A3 Today 2:44
A4 False Faces 3:49
A5 The Crypt 3:05
B1 Crow 1:46
B2 Faith 4:11
B3 Vivisection 3:11
B4 Apache 2:41
B5 Moya 4:43

The Mob

Nome: The Mob
País: Inglaterra – Somerset
Estilo: Anarco Punk – Gothic Punk
Influencias:
Atividade: Julho de 1979 até 1983

Formação:

Vocal: Mark
Guitarra: Mark  
Baixo: Curtis   
Bateria: Graham – Josef Portar (Zounds)

Datação Biográfica

O Mob formou-se nos confins de Somerset, Inglaterra, em algum momento do final dos anos 70, quando a cena anarco-punk britânica estava tomando forma. A banda naquela época era o trio de Mark (guitarra, vocais, letras), Graham (bateria) e Curtis (baixo). De fora, nas colinas escuras, esse grupo chegou a um som extremo e único: música e palavras ameaçadoras, extremamente sombrias, sem a velocidade ou o espetáculo de seus contemporâneos. O Mob (talvez por causa de sua reclusão como uma banda jovem) chegou a uma abordagem voltada para o interior, mas igualmente urgente, do estilo punk urbano. O baixo e a bateria avançaram incansavelmente enquanto a guitarra fazia riffs fragmentados sob o canto monótono e cansado de Mark. 

1971. O primeiro single Crying Again foi lançado em 1979 (no mesmo ano em que fizeram alguns shows na Holanda) por conta própria.

1980. All the Madmen Records e Witch Hunt foram lançados neste ano. O segundo single fortaleceu o som do Mob em uma poderosa combinação de raiva e desespero. A agulha caia sobre o disco e um grito agudo de sangue explodia. Então, saindo da escuridão, soa como um exército em avanço. Uma tensão no baixo, bateria robótica, uma guitarra sendo batida como uma bigorna. Uma voz azeda irrompe: “Apagando o progresso onde as sementes são semeadas. Matando tudo que não é bem conhecido. Sentado em um lar agradável e seguro – esperando a caça às bruxas”. O Mob combinou imagens sombrias e ritmos mais lentos do som gótico / deathrock com uma consciência punk. 

1981 – Mark e Curtis se mudaram para Londres e recrutaram o baterista Josef Portar (também do Zounds). Eles instantaneamente chamaram a atenção de Penny Rimbaud, baterista da banda seminal anarco-punk Crass, que os recrutou para um single na Crass Records. Diz a lenda que tudo isso aconteceu porque Zounds e o Mob estavam em turnê juntos e sua van quebrou a alguns quilômetros da casa de Crass. No Doves Fly Aqui não há nada parecido com o Mob (ou qualquer outro grupo) já gravado. Isso se deve em parte ao ritmo violentamente lento da música e às vívidas letras anti-guerra. Também se deve aos ajustes de produção adicionados mais tarde por Rimbaud, incluindo seus famosos clipes de som e uma faixa de sintetizador muito importante que a banda não esperava. O intenso poder da música, combinado com a melhor distribuição do Crass, ganhou para sempre o Mob (e incríveis colegas de gravadora como Zounds, Rudimental Peni e Flux of Pink Indians). 

1982 – The Mob voltou a fazê-lo e lançou todo o seu comprimento em All the Madmen. Este LP encontrou seu estilo minimalista refinado à perfeição. Desde a faixa de abertura “Another Day, Another Death”, até o encerramento (uma reprise de “Witch Hunt”), o álbum nunca fecha os olhos para o mundo imundo e encharcado de sangue que habita. Músicas como “I Wish” e “Dance On (You Fool)” adicionam uma ironia ao arsenal de emoções sombrias do Mob. Embora as palavras ofereçam pouca esperança de fuga, O Mob fez algo poderoso que passa quase despercebido sob a escuridão: elas transmitiam esperança. Não apenas nas imagens cuidadosamente escolhidas dos sóis nascentes e dos pássaros em fuga, mas na maneira como eles se uniram para fazer música para pessoas como eles. No final, eles não falavam sobre isolamento e desespero, mas sobre inclusão e resistência. Ao contrário de uma banda como a Joy Division, que estava principalmente interessada em subir à beira do desespero, o Mob estendia a mão a quem estivesse ouvindo por aí. A música deles e o jeito que eles fizeram isso são uma reação direta às coisas sombrias que eles cantam.

1983: O lançamento final do Mob foi o Mirror Breaks 7 “Até então, o All the Madmen havia sido entregue a amigos da banda. O grupo se separou depois de fazer seu último show em novembro de 83 no Doncaster Co-op hall. 

Download da Discografia

Álbums:

[1981][Demo] Ching

A1 What’s Going On
A2 Slayed
A3 Never Understood
A4 I Hear You Laughing
B1 Youth
B2 White Niggers
B3 No Doves Fly Here
B4 I Wish
B5 Gates Of Hell

[1983] Let The Tribe Increase

A1 Another Day Another Death
A2 Cry Of The Morning
A3 Dance On (You Fool)
A4 Raised In A Prison
A5 Slayed
A6 Our Life Our World
B1 Gates Of Hell
B2 I Wish
B3 Never Understood
B4 Roger
B5 Witch Hunt

EPs:

[1980] Witch Hunt

A Witch Hunt
B Shuffling Souls

[1980] Crying Again

A Crying Again
B Youth

[1981] No Doves Fly Here

A No Doves Fly Here
B I Hear You Laughing

[ 1983 ] The Mirror Breaks

A The Mirror Breaks
B Stay

[ 2013 ] The Mirror Breaks

A Rise Up!
B There’s Nothing You’ve Got I Want